Rotas do Brasil – Estada Real – Minas Gerais / São Paulo / Rio de Janeiro

A estrada real é uma estrada histórica. Conjuntos de caminhos rudimentares, determinados pela então coroa portuguesa caminhos para a estraçao de ouro e diamantes da então Vila Rica (atual Ouro preto) para a costa Brasileira, inicialmente via Paraty e depois com destino final Rio de Janeiro. Por causa do seu tamanho, tem como garantia ótimas paisagens natureza exuberante, cidades históricas, muita cultura e dependendo das condições climáticas, uma aventura digna para carros 4×4.

O projeto turistico Estrada Real foi formulado em 2001 pelo Instituto Estrada Real, com o objetivo de popularizar e valorizar o patrimonio histórico cultural, estimular o turismo, a preservação e revitalização dos entornos das antigas Estradas Reais

A estrada tem cerca de 1 600 km, passa por 87 distritos e distritos – 76 em Minas Gerais, , 3 em São Paulo, e outros 8 no estado do Rio de Janeiro. A navegação é bem eclética pode ser feita a partir de outras cidades, flexibilizando a rota de acordo com o que você gostaria de fazer. Além do carro, pode-se fazer o roteiro da estrada real de bicicleta, a pé ou até mesmo de cavalo :/

Os 4 caminhos da Estrada Real são:

  • Caminho dos Diamantes:
    Pode ser percorrido de Diamantina a Ouro Preto ou de Ouro Preto a Diamantina, tem 395 Km e é dividido em 18 trechos.
  • Caminho Velho:
    Maior dos caminhos, pode ser percorrido de Ouro Preto a Paraty ou de Paraty a Ouro Preto, tem 710 Km e é dividido em 27 trechos.
  • Caminho Novo:
    Pode ser percorrido da cidade de Ouro Preto a Porto Estrela ou de Porto Estrela a Ouro Preto, tem 515 Km e é dividido em 18 trechos.
  • Caminho do Sarabuçu:
    Pode ser percorrido da cidade de Cocáis a cidade de Glaura ou de Glaura a Cocáis, tem 160 km e é dividido em 6 trechos.

Fontes:

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Otavio Mesquita Fala Sobre Carros… E Comete Infrações!

O apresentador Otávio Mesquita é conhecido por ser bem excêntrico, e também por ser um grande fã de automóveis. Mas ao que parece, não é um motorista exemplar. A matéria de seu programa “Ok Pessoal” retratou o apresentador fazendo um passeio por São Paulo. No passeio, ele fala com o câmera que está fora do carro, pela janela, com a mão para fora do interior do veículo. Na matéria, eles saem da região sul de São Paulo em direção ao Centro, até um reduto de peças automotivas antigas, a avenida Duque de Caxias.

Para piorar a situação, a avenida foi uma das primeiras a fazer parte do projeto de 400 km de ciclovias a serem implementadas em São Paulo, o que proíbe qualquer veículo parar ou estacionar na área destinada a circulação das bicicletas. E o apresentador não só resolveu parar na ciclovia, bem como subiu na calçada e parou na esquina. Todas infrações, parar na ciclovia, por exemplo, é considerada gravissima. Para quem gosta muito de carro (faz até matéria sobre isso), e até participa de competições sérias como a Porche Cup, é algo a se refletir.

Fonte: UOL

Atualização 18/12: Segundo o perfil do Twitter e do Instagram, o que obrigou  o Otávio Mesquita a parar foi porque o carro esquentou e quebrou perto do local de sua gravação:

McLaren versão bicicleta

A McLaren não está restrita a equipe de Fórmula 1, em carros em outros tipos de competições e de passeio. Também está envolvida em bicicletas de competição como esta:

Dia Mundial sem Carro?

O que muitos ativistas acham do carro neste dia
O que muitos ativistas acham do carro neste dia

O que me leva a escrever sobre carros no dia mundial sem carro são as pessoas que justamente ODEIAM os carros. Isso porque quem odeia fervorosamente o carro, faz de tudo para mudar os conceitos desse dia, deixando-o com razões tão bobas e egoístas quanto os próprios carros que eles tanto lutam contra. Ao longo deste post, você poderá perceber a diferença.

Hoje é comemorado o dia mundial sem carro. Uma data bem importante, levando em consideração a reflexão que devemos ter com relação ao uso cotidiano do automóvel. Este é um dos primeiros posts que levanta o assunto da mobilidade a tona (temos outro falando do minhocão). Afinal, o carro foi feito para que nos leve de um ponto A a um ponto B. A razão primária do carro existir é a mobilidade das pessoas, cargas. A exploração dessa razão que é criticada, colocada em prova neste dia: qual é a sua necessidade, até que ponto você fica dependente do automóvel? Você pode mudar isso? Como ver a questão da mobilidade, do uso de transportes urbanos, ou mesmos individuais que não poluem, como a bicicleta, ou carros e motos elétricas?

A Demonização do Automóvel:

O carro é visto como um verdadeiro demônico, e pessoas que o dirigem como pessoas egoístas e totalmente despreocupadas com o meio ambiente. Vêem ainda o pobre do automóvel como o único culpado não só pela poluição massiva do nosso planeta bem como o culpado pelo estacionamento das vias nas grandes cidades. Não digo que os automóveis não poluam. Eles poluem, mas não sozinhos. Indústrias, aviões, desmatamento (e por consequência queimadas) também contribuem para a poluição atmosférica. Então, não adianta culpar apenas o carro pelo que poluímos.
Isso sem contar o fato de cidades grandes como São Paulo, aonde vivo sofrer diariamente com o trânsito ruim. Novamente, menciono que a culpa é do automóvel, é afinal, o carro parado que pára as vias. Mas ao acusá-lo de parar a cidade, não pensamos que não houveram políticas públicas, investimentos governamentais para o estímulo ao transporte de pessoas em massa, como o metrô, o ônibus, por um bom tempo. O resultado é que pessoas como eu que moram longe, assim que podem, compram um carro. Porque? Nenhum ser humano merece ter que aguentar o péssimo e caro serviço de transporte público que a prefeitura e o estado ofertam para nós. Com um pouco de exceção do metrô, que faz milagres para não parar no horário de pico, os ônibus e trens são demorados, lentos, ruins de andar, quando não sucateados, velhos e principalmente superlotados (vou parar por aqui porque isso já dá manga para outro post, tamanhas criticas que eu tenho). Basicamente, compra-se carros para usar na cidade porque o transporte público é um lixo e o cidadão prefere pagar um conforto a mais. Novamente,o carro não é culpado sozinho; ele vem como o resultado de todo um padrão de comportamento.

Pessoas PRECISAM do carro:
Ok, nem todas as pessoas precisam. Mas algumas, sim. Pessoas idosas, mulheres gestantes. Eles tem preferência no transporte público, mas com um transporte público sem qualidade, esse é um outro nicho que se refugia no carro. Se eu, no alto dos meus 26 anos, mal consigo me segurar no ônibus que o motorista “super atencioso” faz questão de fazer manobras bruscas, passar em sinal vermelho, quem dirá uma pessoa com mais de 60 anos, ou uma pessoa sensível como uma gestante? Meu avô é assim, meu sogro e meu pai; ambos tem mais de 60 anos, o transporte público é gratuito para os 3 e eles mesmo assim, preferem o carro. A preferência é natural por aquilo que seja melhor, se você pode pagar.
Isso sem contar as pessoas que moram muito longe. Eu digo por experiencia própria. Mairiporã é longe 50 km do centro de São Paulo e é aonde eu vivo. Para você sair da cidade, para ir ao Tietê, São Paulo você paga uma tarifa de R$ 4 e alguns quebrados, digamos R$ 4,50 deve ser um pouco mais. Isso só pra chegar, são mais R$ 3,00 pra que você possa ir de metrô ou em um outro ônibus municipal. Se utilizarmos apenas um transporte Mairiporã/São Paulo e um metro por exemplo, brincando gasta-se R$ 7,50 pra ir, e outros R$ 7,50 pra voltar, na soma dá R$ 15,00 reais só pra você vir e voltar por pessoa. Sozinho, com R$ 5,00 a mais eu vou e volto confortável em um carro 1.0, com trânsito. Brincando um pouco mais, já que o carro comporta mais de uma pessoa, 2 pessoas, rachamos a gasolina pagando R$ 10,00 cada, vamos sossegado, pagando menos que no transporte público. Praticamente vai e volta na hora que bem entender, sem tomar chuva ou frio, sentado, sem depender de horário, isso com o carro. Na moto, a diferença é mais brutal. Sim, pessoas que moram longe, em outras cidades e que não tem infra estrutura para transporte público vai optar pelo carro, ou moto.

Pessoas GOSTAM dos carros:
Me considero uma pessoa preocupada com a mobilidade em São Paulo, e pessoas como eu são também pessoas apaixonadas pelo ronco do motor, pelo óleo e pelo cheiro de gasolina. E nós não deixaremos de andar de carro. Não deixaremos de usar um motor mais “beberão” porque ele polui mais. Não deixaremos o setor automobilístico apenas porque estou poluindo ou ocupando espaço. A frase que mais vejo em blos pró-ciclistas quando a disputa de espaços é o de que a rua foi feita para as pessoas. Mas ela também foi feita para os automóveis.

A questão aqui não é exterminar o carro, como fazem comparando o carro ao ridículo que é o cigarro. Mas usá-lo de forma consciente e tolerante. As pessoas (principalmente ciclistas) que querem acabar com a cultura do carro são tão iguais as pessoas que querem frear o desenvolvimento de uma cultura pró-ciclistica, ou mesmo que querem frear um desenvolvimento de redes cicloviárias.

Eu sou ciclista, pedalo 2 as vezes 3 vezes por semana, 30 km de Itaquera até o centro de São Paulo para trabalhar. Pego sim a radial pela ciclovia, e pego vias sem ciclovia. Aplaudo de pé o fato da prefeitura finalmente desenvolver toda uma estrutura cicloviária para tentar desafogar o transporte público, afinal, é mais segurança para qualquer ciclista. Fico muito feliz dos ciclistas terem a sua vez. Quando dirijo, respeito os 1,5 metros de distância, sou favorável e exerço a preferência do ciclista e pedestre, em todas as conversões e interferências, ainda mesmo quando o ciclista está errado, quando anda na contra-mão, ou passa sinal vermelho por exemplo. Assim como eu também sou respeitado como ciclista e muitas vezes desrespeitado também. Já levei fechada, já levei “finas” de tudo quanto é jeito, carro, moto, onibus e caminhão. Sei na pele que a vida do ciclista não é fácil.

Mas dai a odiar os carros como principais causadores, ou como únicos causadores de todos os males da mobilidade, ai o cicloativismo tem muito o que aprender. É claro, nem todos os ciclistas querem destruir a industria automotiva, assim como nem todos os motoristas querem que as ciclovias desapareçam para poderem estacionar seus espaçosos e preciosos carros. As palavras chaves são consciência, tolerância e respeito. Não podemos ir ao extremo, algo muito exagerado é maléfico. Usemos os carros para o bem, afinal já existem carros e motos elétricas, motores potentes que poluem e bebem bem menos do que em décadas passadas.

Um pouco de paz nesse dia tão importante, por favor, afinal, a bronca não é pelo dia sem carro, mas o uso desse dia para insistir em raiva pelos carros, motoristas, pessoas que precisam usar o carro e mesmo de pessoas que gostam de usar o carro. Carro, se usado de maneira bem racional, não incomoda ninguém.

Fonte Foto: Megani Tensei Wiki