5 Fatos Sobre o GP da Austrália 2015

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Hamilton no pódio. Fonte: Formula1.com

O primeiro round da Formula 1 de 2015 trouxe notícias boas e ruins. Dentre elas, prefiro ser mais otimista, pensar que esses erros vão ser corrigidos, ou ao menos amenizados:

  1. Poucos carros no grid: o fato não me incomodou muito pessoalmente, mas pode assustar puristas, ou pessoas que já estão acompanhando a Formula 1 desde muito tempo: 15 carros despontaram na largada no dia 15 de Março.
  2. Categoria Mercedes: a diferença disparada da equipe Mercedes Benz vai soar repetitivo e chato de acompanhar as primeiras posições. Hamilton foi implacável, Rosberg fez seu papel. Parece, as vezes que eles fazem parte de uma outra categoria em uma mesma corrida.
  3. McLaren/Honda fraca: ou foi muita expectativa, ou foi muito otimismo. Talvez um pouco dos dois. Isso provavelmente ficou ainda mais evidenciado pela falta do Alonso na corrida. Fato é que a equipe tem muito o que evoluir, teria um resultado pior só se o Button não terminasse.
  4. Som dos motores: vai agradar quem reclamou do som dos motores no ano passado: os motores gritam mais alto esse ano. Não tanto quanto os V8, também por causa do giro, mas não desagrada.
  5. Brasileiros: A dupla dos Felipes se deram bem, em especial ao Nasr, lutou e conseguiu pontuar em seu primeiro GP, algo então inédito para um brasileiro na Formula 1. Já o Massa amargurou um 4° lugar pela estratégia da equipe.

Quer saber mais do Gp da Autrália? Confira os detalhes:

Última vitória na F1 da parceria McLaren-Honda: GP da Austrália de 1992

F1 da Austrália: O teste

Fonte: autopista.es http://goo.gl/PXZcO2
Fonte: autopista.es http://goo.gl/PXZcO2

Formula 1 de 2014 promete. Não apenas pelas recentes mudanças no regulamento, mas também por haver variações de influências com relação aos times deste ano. Os motores V8 estão sendo deixados de lado para entrar um belo motor V6 turbinado. O som, pessoalmente me agradou, mas houveram muitas criticas, chegando ao ponto de até o chefe da F1 falar mal, maioria delas é de quem já estava acostumado aos 18 mil giros dos antigos motores. As chamadas “unidades de potência” agora tem um sistema gerador de energia mais forte, com cerca de 160 cv em 33 segundos a cada volta. Outras mudanças também significativas, como o rebaixamento do bico dianteiro (por motivos de segurança), a maior vazão na asa traseira móvel, o escape que agora já não pode influenciar aerodinamicamente os jatos de escape afim de conseguir mais downforce na asa traseira vão fazer da corrida algo muito mais competitivo e variável.

A Red Bull, que foi a enorme favorita nos dois últimos anos, agora nada mais faz do que correr atrás do prejuízo que o motor Renault está pouco rendendo. Outros como o Alonso, já está dizendo que os motores Mercedes parecem de outra categoria. Os favoritos nesse inicio de temporada é a óbvia Mercedes, e seguindo essa tendência, a Willians, que deu o azar de ter alguns imprevistos na pista (O Massa acabou na primeira curva), pode sim se tornar uma grande concorrente, Bottas mostrou muito rendimento ao longo da sua corrida de recuperação, terminando em quinto lugar. Outra equipe que pode dar dor de cabeça nessa concorrência é a Mclaren, todas elas montadas em motores Mercedes.

De resto, para as outras equipes é mais uma questão de se ter um bom piloto, e tentar desenvolver o carro no máximo possível afim de tentar acompanhar as Mercedes que insistem em disparar na frente. Grande tarefa para o Alonso, um ótimo candidato a tirar proveito do que tem disponível na Ferrari, e que acaba surpreendendo as vezes. O GP da Austrália mais serviu como um termômetro, um teste afim de mostrar como algumas mudanças podem vir junto com enormes consequências. Vamos esperar o GP da Malásia chegar para conferir o que realmente está em jogo nesse campeonato!